A Uniban não foi responsável pelo que aconteceu. Fato. Não adianta jornalista, blogueiro e tuiteiro espernear. Mas é responsável pelo que aconteceu depois. Por TUDO que aconteceu depois: a passividade dos professores e funcionários, incapazes de colocar ordem na casa durante o evento, e a lastimável e incompreensível (pelo menos por enquanto, e pelo menos para mim) conclusão do caso, com punição para a suposta vítima, ou pelo menos – considerando que não temos todos os fatos – para apenas uma das partes culpadas.
Aí ok. Você critica a Uniban. Fala mal das "faculdades de esquina", "máquinas de impressão de diploma", “quitandas da educação”. Quer sua abolição e até propõe que o governo comece a reforma da educação por elas (juro que li isso, tá aqui, ó). E desce o cacete nas “faculdades de esquina, sem história e princípios”, em blogs, no twitter e colunas de jornais e sites. E eu tenho, como avisei ontem, algo a dizer sobre isso também:
Vocês são uns babacas. Digo isso com carinho.²
Com carinho especial, porque eu também era assim. Também dizia isso e colocava essas instituições no mesmo nível de certas igrejas que buscam apenas o dinheiro do fiel. *cof, universal, cof, renascer, cof cof*.
Mas acho que vocês nunca devem ter visto o orgulho nos olhos de alguém que ralou bagaráleo para se formar por uma Uniqualquercoisa, né? Eu vi há apenas alguns anos, e isso mudou muito a minha opinião sobre esse assunto. Porque vamos combinar, é muito fácil falar isso quando você fez uma boa faculdade, tradicional, reconhecida (e mesmo quando nem tanto, porque tem muita gente que fez faculdade considerada meia boca criticando também). Quando teve grana pra pagar essa faculdade, graças a pais, tios, avós ou mesmo ao seu trabalho – porque você tinha certo nível de preparação e o trabalho que conseguiu bancava uma faculdade dessas. Eu mesmo dei aula de inglês para pagar minha faculdade. Não há nada de errado com qualquer uma dessas situações.
Mas está errado tirar de toda uma camada da população o direito de buscar algum tipo de educação. Que só consegue fazer alguma faculdade, mesmo que vocês (e eu também) considerem-na fraca, porque ela é barata e “fácil de entrar” mesmo para quem não fez uma escola primária e secundária minimamente razoável. Porque é esse, meus amigos, o público alvo dessas instituições.
Aqui cabem parênteses: texto totalmente desconexo do caso da Geisy, ok? Estou falando agora puramente da universidade dela, e outras, que atendem classes que não a A e B da população. Não sei a história da menina, quanta grana ela tem. E não dou a mínima.
Claro que tem mané folgado fazendo porque é fácil e assim ele vai ter cela especial sem muito esforço quando se for preso (aliás, tava para ser abolido isso. Alguém sabe se ainda vale?). E claro que nem todo mundo é o carinha esforçado que eu falei acima. E claro que, no caso específico da Uniban, tem muito neguinho que não tem capacidade nem pra escola de adestramento.
Mas tem gente ali que merece ter acesso. E não vai entrar na USP nem pela lei de cotas, porque não tem cota para todo mundo. E não vai conseguir bolsa na PUC, porque não tem bolsa para todo mundo. E cujo emprego, como assistente de almoxarifado júnior, não rende o suficiente para pagar mensalidade de 500, 600, 800 paus, além de ajudar em casa. “Ah, mas devia ter educação de qualidade e de graça para todo mundo!”, dirá o gênio que adora apontar o óbvio -- ok, colega. E o Papai Noel vai vir, cavalgando um unicórnio roxo emprestado dos gnomos, pegará o pote de ouro no fim do arco-íris e acabará com a desigualdade social e a fome na África. Vai esperando aí que eu vou tomar uma Coca.
Pode ser que o objetivo dessas instituições seja ganhar dinheiro (muito diferente da empresa em que nós trabalhamos, né? /ironia), mas existe sim um lado social – mesmo que sem querer.
Porque na boa, se de cada 1000 salvar 1 que raciocina, lê e se desenvolve, já valeu a pena. Já é mais que em blog, twitter e coluna de jornal...
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10/11/09
Metendo o bedelho no ensino
09/11/09
Metendo o bedelho na Geisy (ôpa!)
Ok, eu ia escrever sobre a história da Uniban. Aí não ia mais. Aí decidi falar sobre isso novamente. Aí achei melhor não, já estão falando demais no assunto. "Não é nem tempestade, é DILÚVIO em copo d'água", brinquei no tuítio. Aí li os posts citados no blog do Leão, as matérias no G1, sem querer vi até a reportagem do Lamentástico, li a matéria da Folha e o post no Interney. E foi aí que não agüentei mais: preciso dizer alguma coisa para todo mundo:
Vocês são uns babacas. Digo isso com carinho.
Toda vez que ouço as análises imbecis do caso da Uniban e comparações da Uniban com "taleban", que o uniforme das alunas deveria ser burca ou que os alunos estavam em uma "reação coletiva de defesa do ambiente escolar" (como disse o boçal anúncio de expulsão da própria faculdade) eu tenho vontade de arrancar meus próprios olhos com a colherzinha (de plástico) do meu cafezinho, para nunca mais ler algo tão idiota.
NÃO FOI uma manifestação do machismo dos jovens.
NÃO FOI a defesa da moral e bons costumes em um surto "neocareta."
NÃO FOI causada pelo suposto nível cultural e social dos alunos da faculdade.
NÃO FOI conseqüência do nível de ensino na instituição.
NÃO FOI culpa da faculdade (o evento. A patética conclusão do caso é, mas é outro assunto. Falo dele amanhã, prometo).
FOI, pura e simplesmente, um caso de bullying que saiu de controle. Alguns moleques que provavelmente ficaram putos de levar um fora da menina (um ou mais daquela patota -- PQP, usei "patota" em um texto!!! \o/), provocaram, e calhou da ignorante mentalidade de massa transformar isso em um tsunami humano. Concordo que 90% das pessoas lá nem sabiam o que estava acontecendo, mesmo juntando-se ao coro de xingamentos. Caso de imaturidade? De gente que não tem ainda idade emocional de estar em uma faculdade? Sem dúvida. Caso de aparecer no Fantástico e diversos canais de TV em extensas reportagens, diversos jornais constantemente, fazendo uma profunda análise da psiquê coletiva da nova geração-coca-cola-juventude-bronzeada-do-ABC? Menos. Beeeem menos. Quase nada, aliás.
Não estou dizendo aqui que as pessoas não devem ser punidas (se for possível identificá-las), inclusive a própria musa de borracharia. Suspensão neles, advertência, palmatória, sei lá. O que estou dizendo, meu povo, é: parem de onanismo mental. Parem de transformar um causo de nota de rodapé do falecido Notícias Populares (RIP) em uma crise societal do novo milênio.
Aposto a bola esquerda que já teve meninas na Uniban que usaram saias mais curtas que aquela (com decote ainda por cima) e nada aconteceu. Foi plutão alinhado com marte e vênus na caçapa do canto, um ou dois (ou três) carinhas mais putos que começaram a confusão, a Geisy acrescentou e quando foi ver... barraco total. Levantou ou não a saia, mandou beijo, mostrou o dedo do meio, xingou a mãe? Sei lá, nem importa. Se querem ser intelectualóides vão discutir a fome no nordeste e não me encham o saco.
O que me lembra a melhor frase do século, da Cida, empregada do @uatafoc (do É Só Pra Te Comer): "É essa classe média exibida, que se irrita fácil por pouca coisa."
Pois é, é de se pensar.
PS: Não se preocupa, Júnior: prometo passar 100% da grana que eu ganhar com essa frase para a Cida.
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Tênue linha entre ficção e realidade
Fato que dirijo um pouco rápido. Não sou exatamente agressivo, sou apressado. E, lógico, fico dentro do carro reclamando dos motoristas "lesmas" (todos os outros do mundo, por óbvio). Raramente buzino ou xingo - só se fazem alguma cagada, tipo me fechar ou quase bater no meu carro e talz. Enfim, no final de semana indo almoçar, após várias reclamações minhas:
Namorada: Calma, não é Mario Kart isso aqui.
Eu: Antes fosse.
Namorada: Hein? Como assim?
Eu: Se fosse eu teria cascos, balas de canhão, raios e outras coisas para EXPLODIR essas lesmas!
Namorada: ¬¬
Eu: Seria LINDO... *_*

Meu arsenal se o trânsito de SP fosse Mario Kart. Diliça.
Imagina uma casca de banana naquele motoboy gentisfina?
Mas eu juro que dirijo bem. A última multa que tomei já tem uns 2, 3 anos.
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06/11/09
Citasexta - separações
Então que quando comecei a fazer isso eu disse que muitas vezes refletia meu estado de espírito e talz. ESQUEÇAM. Vou colocar só as coisas engraçadas, divertidas e/ou críticas mesmo. E hoje estou pra engraçadas, porque afinal, né? (powtz, isso não fez sentido nenhum! Na minha cabeça fez, deve ser efeito das dorgas)
Vai então uma ótima citação - mais que isso, na verdade uma lição de VIDA para quando você separar de alguém:
"Acabei de separar de uma mulher e a última coisa que ela me disse foi: 'Você nunca vai encontrar alguém como eu!' E eu pensando: 'Espero que não! Se não quero você, por que iria querer alguém igual a você?" -- Larry Miller
Olhaí: se ouvirem isso agora, pessoas, vocês já têm resposta. De nada.
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27/10/09
Sem falar falando...
Eu ia falar sobre o caso do Roman Polanski e criticar a tosquice da Barbara Gancia, mas me dei conta de duas coisas:
1. Já li dois posts que falam sobre isso muito melhor do que eu poderia. Ela sobre o caso e ele sobre o texto da Barbara.
2. Não tem que falar NADA, porra: quando se trata de estupro, não tem "mas...", "veja bem" ou "calma lá." Não existe "atenuante." Cometeu o crime, estuprou e não matou, seu Maluf tem que pagar o preço.
Achei todos os argumentos que ouvi até agora em defesa do Polanski muito fracos. O pior deles, de longe, é o boçal "Ele namorava a Natassja Kinski quando ela tinha 15 anos e ninguém falava nada" (sempre imagino a pessoa enfiando um sorvete na testa depois de proclamar essas palavras). Isso lá é argumento pra justificar estupro, Brasil?
Se for assim, o Marcelo Camelo (31) namora a Mallu Magalhães (ex-16, agora 17) e ninguém fala nada também - se eu encontrar com o cara vou andar com a bunda na parede, porque ele tem autorização da intelectualidade global pra comer quem quiser. "Ah, mas é diferente..." E qual a diferença? Bom, eu sei: além dos 3 anos entre Mallu e Samantha, a diferença é que Mallu disse sim, Natassja disse sim. Samantha disse não. Morre aí o assunto.
Agora, se a acusação contra ele é estupro ou "sexo ilegal com menores", se fizeram acordo e o juiz estava de sacanagem com ele ou não, se foi condenado a 90 dias ou 90 anos de prisão, isso tudo é detalhe, legalês, e deixa os americanos se virarem com a justiça deles. Pedofilanski cometeu o crime, confessou, foi condenado e fugiu (os motivos não importam). Estar velho não é desculpa para não pagar a pena QUANDO FOR PEGO (terem demorado para pedir extradição por X ou Y também é irrelevante). Se for, incentiva geral a cometer crime ("ah, se eu conseguir fugir por tempo suficiente, me deixam em paz e galerinha intelectual vai me defender"). Aliás, ele só tem essa defesa toda, esse "Free Polanski" ridículo, porque é famoso, cult-alternativo-indie, é um diretor que os intelectualóides babam um ovo violento. No post da Gabi ela já falou MUITO bem sobre isso: se fosse um pedreiro, um blogueiro ou qualquer outro zé mané, não haveria "polêmica" nenhuma.
Ademais, Dona Barbara, a senhora nem é menor de idade, imagino que não seja mais virgem (talvez até tenha tido mais de um namorado), aos 52 é provável que já tenha se embriagado (e quiçá vez ou outra usado alguma droga recreativa - afinal a senhora é jornalista, e sei que o meio facilita...), sua mãe deve tê-la criado muito bem, sabendo onde vai, com quem e tudo o mais - e mesmo assim desejo do fundo do meu coração que a senhora não seja estuprada em festa nenhuma (até porque, né, ninguém merece).
E já falaram muito desse assunto, vambora que tempo é dinheiro e meu ouvido não é privada.
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23/10/09
19/10/09
Feijãozinho mágico
Algumas semanas atrás recebi uma notícia bombástica: tem um feijãozinho ou feijãozinha vindo por aí.

Pô, diz aí se não parece um feijão? Ou um bisco polvilho?
Mas na verdade é um MiniOgro ou uma MiniCake.
Pois é: vou ser papai. Claro que isso é de certa forma assustador. Afinal é uma powta responsa. E o medo de estragar o rebento como meus pais me estragaram??? A tendência é piorar, afinal... Tá, é exagero, meus pais fizeram um trabalho razoável - mas outras coisas também assustam um pouco (tipo artigos sobre o consumo de fraldas de um bebê: 4 MIL nos primeiros dois anos, em média - em média! E é claro que filho meu vai ser cagão, então já tô estimando o dobro. Nos próximos dois anos vou trabalhar basicamente pra pagar imposto e comprar fralda e hipoglós). Acabou a "brincadeira" de arriscar nos empregos, por exemplo: gerenciar reestruturações e startups arriscados e tal. Mas quer saber? Não ligo. Estou curtindo a viagem DEMAIS para me importar com esses detalhes.
Na verdade curti muito a idéia desde que descobrimos, com um teste de farmácia. E apesar disso nada, nada mesmo, me preparou para o primeiro ultra-som (ultrasom? ultra som? Odeio a reforma gramatical). A imagem foi isso aí, achei bacana mas... é, sou o orgulhoso papai de um borrão ou uma borrona. Quando o dotô ligou o áudio, entretanto, o mundo parou. Congelou. Foi a coisa mais emocionante pela qual já passei na vida ouvir o tumdumdum hiper-acelerado (hiper acelerado? hiperacelerado?) do que só posso supor ser um filhote de beija-flor (beij... ah, dane-se), e não estou falando do Neguinho da. Bom, espero que não.
O ultrasom mostrou que está tudo perfeito - no aspecto físico, no psicológico tenho muito tempo pela frente para causar estrago. heh. Mais notícias por vir, ainda não sabemos o sexo, por exemplo (mas sonhei que é menina, hein?).
Obrigado, Mô, pelo ano mais felomenástico da minha vida. Eu te amo demais. Você é a pessoa mais especial do mundo, e me faz muito feliz. E isso me dá a certeza absolutamente de que vai dar tudo certo - até porque é bom ter alguém que não vai me deixar estragar a pimpolha ou pimpolho tanto assim.
Mas vou tentar. ;)
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